segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Primeira Nova

Mais um dia chuvoso nessa terra candanga. Nada mais.
Mais um dia em desuso pelo desuso do meu trabalho. Nada o que fazer, pouco a se dizer e o cansaço absorvendo cada poro de minha essência.
Imagino: cama com lençóis limpos, brancos, janela aberta, silêncio e um pouco de chuva. Agora, só tenho chuva. E desperta a ilusão e morre o sonho.
E, pela primeira vez, aqui escrevo.
O café doce, o abafamento. Ah! Se eu pudesse trocar esse ar condicionado! Gostaria de trocá-lo por uma brisa sem precedentes e vulgar. Sim, que seja bem vulgar, grande e sincera. Daquelas que dá vergonha e vontade...

E, hoje, me devirgino dessa vida num movimento imperfeito de existência, numa ânsia pelo fôlego, numa saída pela tangente.

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