sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Fé e falta de fé

Nasci num lar cristão. Meu pai acredita em Deus. Minha mãe é católica. Sempre fui muito ativa na ICAR: fiz catequese, crisma, participei de grupo jovem, fui catequista, tive contato com a renovação carismática. Aos 20 anos, cai em depressão pela 1ª vez. Conheci a Igreja Presbiteriana e rapidamente ingressei na Igreja Batista. Apesar de ser atéia hoje, adorava a Batista. Tive contato com a Sara Nossa Terra. Lá, fui extremamente ativa. E, toda semana, ia num culto da Batista. Num momento oportuno, conto a minha vida lá.

Então, nesta época, tinha um imenso conhecimento sobre a Bíblia e tive um profundo contato com algo que, na época, achava que era Deus. Foi aí que rompi bruscamente com a igreja e passei a buscar Deus, sozinha. Foi muito difícil. Então, foi nessa época que conheci outras pessoas, voltei à faculdade e acabei tendo contato com outras religiões, inclusive o candomblé, que sempre me fascinou, não pela fé em si, mas pela mitologia, pela história, pelas lendas. Então, comecei a questionar a existência de Deus ou pelo menos, a existência daquilo que eu acreditava, pois eu comecei a entender que “deus” se manifestava de maneiras diferentes, as “fés” (plural de fé, será que é assim?) eram diversas, e cada coisa estava ligada de acordo com fatores que eu havia ignorado como o tempo, a cultura, a política.

Li e vi que tudo aquilo que eu sentia nas experiências que tive era eu mesma. E que tudo aquilo que eu acreditei era manifestação de mim mesma.

E, da mesma maneira que alguns se sentem imensos e felizes com sua fé, me sinto da mesma maneira com a minha descrença e meu ateísmo.

Estou convicta de meus pensamentos, no momento. Pois, as únicas coisas que nenhum bandido poderá nos tirar: são nossas idéias e princípios.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Delírio


Meu pensamento segue pelo caminho do delírio. Sigo conforme minhas paixões e minhas loucuras.
Na obscuridade das pessoas, sou somente mais uma.
E é assim que mantenho minha força...
Jujuba

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lenço - Monarca e Chico Santana

"Se o teu amor fosse um amor de verdade
Eu não queria e nem podia ter maior felicidade
Com os olhos rasos d'água me chamou
Implorando o meu perdão
Mas eu não dou
Pega este lenço
Para enxugar teu pranto
Já enxuguei o meu
O nosso amor morreu

Seguirei a ordem do meu coração
Não me fale de amor,
Nem tão pouco, me peça perdão
Eu não vejo honestidade em teu semblante
Falsidade, isto sim, eu vi bastante
Pega este lenço e não chora
Enxuga o pranto
Diga adeus e vá embora..."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Meu anjo azul


Este fim de semana tive vários pesadelos. Sim, aqueles sonhos que não entendemos e nos assustamos. E que, às vezes, parecem tão reais...
E mais uma vez sonhei com meu anjo azul. E ele estava lindo, desde que o conheci, em 1998, naquele lugar azul e amarelo.
Mas, pra variar, me rejeitava. Tentava, em vão, falar com ele, contar as últimas novidades... E eu nem tenho últimas novidades... O que dizer para a pessoa que mais amei? Que estou perdida até hoje, não tenho idéia de direção, não tenho porque e que vivo tentando me reencontrar. E, sempre, acordo com aquela ideia perdida, de arrependimento.
Toda vez que sonho com meu anjo azul, ele foge de mim. E isso parece real demais.
Rejeição!
Vem, anjo azul...